5 de fev de 2011

Para matar a saudade: a Redação do Cruzeiro do Sul por volta de 1982 


Por José Carlos Fineis




Já que a correria dos últimos dias não me tem permitido concluir um artigo novo para este espaço, tive a ideia de compartilhar com os leitores uma foto que, para mim, tem um significado muito especial.

Essa aí em cima é a redação do jornal Cruzeiro do Sul em 1982 (ou talvez um pouco mais tarde). É a redação antiga, já no Alto da Boa Vista (onde o jornal funciona desde 1980), instalada numa sala ampla do prédio de tijolinhos aparentes que depois foi ocupado pela diretoria da Fundação Ubaldino do Amaral, quando a redação nova (feita especialmente para ser redação, no barracão industrial) ficou pronta. 

As pessoas da foto ocupam um lugar muito especial no meu coração, pois foi com elas que dei os primeiros (e titubeantes) passos nesta profissão maravilhosa, e aprendi muito do que me valeu pela vida inteira.

Em pé: Sérgio Vinícius da Rosa (repórter que mais tarde se tornou um pioneiro do colunismo social na televisão sorocabana), Rita (arquivista que sonhava ser atriz, largou o jornal e foi para São Paulo, onde trabalhou na TV Cultura), eu (com lentes de contato e um cabelo bichogrilo), Anivaldo José Pinto, o Mussum (fotógrafo lendário de Sorocaba, o melhor que conheci, autor de verdadeiras obras-primas em preto e branco, que depois foi trabalhar na Polícia Técnica), Celso Ribeiro (ele mesmo, Ribas o Marvadão, autor da coluna Sapo N'Água), Adalberto Vieira, o Pardal (um bom amigo e excelente profissional, com quem tenho o prazer de jantar todas as noites), Ivone Savioli (arquivista durante longo tempo no Cruzeiro, que depois foi trabalhar na Fundec), Roque Pires do Amaral, o Roquinho (amigo de longa data, foi meu padrinho na profissão por me apresentar na Redação e me ensinou o beabá da reportagem), Maria Cláudia Miguel, a Cacau (amigona, grande texto e excelente musicista de orquestras sinfônicas, com quem ainda mantenho contato), Homero Moreira Querido Filho (grande chefe de reportagem e pauteiro, o Homero foi quem me incentivou sempre para transformar pautas sobre ruas esburacadas em boas matérias), Marta Lima Dias da Silva, a Martinha (outra grande pessoa, hoje sócia da agência NúcleoTCM, onde trabalha com o marido, o também lendário Mané Motta), J. César (excelente figura, que na época respondia pela seção de Esportes e hoje é dono da Folha de Votorantim), Paulo Fernando Coelho Fleury, o Fleuryzinho (de todos, posso dizer, o que se tornou meu maior amigo, e que infelizmente não está mais neste plano). Sentados: Maria Iria Colturato (era a melhor repórter do jornal, mas era também advogada e deixou o jornalismo para advogar), fotógrafo que ficou pouco tempo no jornal e que não lembro mais o nome (se não me engano era Paulo), Hélia Neves Fernandes (a grande e eterna colunista de Sorocaba, e também gente finíssima) e José Roberto Pinto (fotógrafo, irmão de Anivaldo e Adival, e que depois foi fotógrafo da Câmara).

Em primeiro plano, as Lexikon 90 em que aprendi a datilografar e a fazer reportagem.

Agora, uma dúvida: de quem seria a foto? Por eliminação, creio que é do Adival B. Pinto, mas posso estar enganado.

Bem, por enquanto é isso. No próximo post, prometo mais reflexão e menos recordação.





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