21 de nov de 2010

Pra começar, me desculpe. E acredite: não é nada pessoal

Há tempos alimentava a ideia de escrever um blogue (assim mesmo, em português) para discutir um de meus temas favoritos: o jornalismo e sua interação com a sociedade, especialmente no que diz respeito à ética do jornalista e a sua postura diante do público que consome o produto de seu trabalho.
Bem, aqui estou eu, imaginando por onde começar.
Creio que talvez a mensagem mais apropriada, neste momento, seja um pedido de desculpas antecipado, aos amigos e às pessoas que me rodeiam, quase todas jornalistas por profissão e, muitas delas, também por amor ao ofício e convicção.
Desculpas sim, pois o que irei escrever talvez possa ferir suscetibilidades. Mas garanto que não pretendo, aqui, fazer comentários de caráter pessoal, nem necessariamente de fatos vividos no local onde trabalho atualmente.
Em março de 2011, mais exatamente no dia 15, completarei 30 anos com os dois pés (e a Carteira de Trabalho, e o coração também) nesta profissão. Muito do que eu vier a abordar aqui, portanto, pode se referir a outros profissionais e outros locais onde trabalhei, ou mesmo a exemplos de comportamentos de jornalistas de outros veículos, que eu procurarei comentar sempre desfocando os personagens e focando nas atitudes, que é o que realmente interessa.
Não quero criticar pessoas nem veículos. Muito menos fazer apologia de partidos ou o que quer que seja. E antes que alguém pergunte: não, não sou candidato.
Este blogue, como o nome sugere, pretende apenas produzir uma referência crítica sobre o jornalismo nosso de cada dia, permitindo que se criem frentes de debate sobre temas que, quase sempre, acabam passando despercebidos.
Coisas do dia-a-dia de quem se interessa vivamente pela contribuição que o jornalismo sério, comprometido, feito com amor, pode oferecer para a sociedade. Prometo colocar aqui tudo o que consegui amadurecer em trinta anos de trabalho, e principalmente, uma maneira muito particular de enxergar o jornalismo como meio de vida, e não apenas como meio de ganhar a vida.
Agradeço aos possíveis leitores, e fico à disposição para discutir os temas, da forma que o tempo permitir. Seja meu convidado nesta tentativa de entender essa nossa profissão complexa, confusa, por vezes fútil e contraditória. E aos que não me conhecem, por favor, não estranhem: às vezes sou bastante irônico. Ainda não sei se isso é uma qualidade ou um defeito em mim.